O objetivo da Google com o Privacy Sandbox é melhorar a privacidade da web para as pessoas ao redor do mundo, ao mesmo tempo que dá aos editores de notícias, criadores e outros programadores as ferramentas de que precisam para construir um negócio próspero. Isto inclui criar novas ferramentas de anúncios, em colaboração com a indústria, para substituir os cookies de terceiros por alternativas que protegem melhor a privacidade do consumir e preserva o acesso das pessoas a um conteúdo online gratuito.
Desde o anúncio do Privacy Sandbox, que temos estamos em diálogo aberto com a indústria, organizações de defesa do consumidor e reguladores para obter reações a esta iniciativa. Ao longo do ano passado, também trabalhamos em estreita colaboração com a Autoridade da Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e o Information Commissioner's Office (ICO), incluindo um conjunto de compromissos juridicamente vinculativos para responder às preocupações do CMA sobre o Privacy Sandbox que irá enquadrar a forma como vamos projetar e implementar esta iniciativa. O objetivo, por via desta supervisão e supervisão regulatória, é reassegurar que o Privacy Sandbox irá proteger os consumidores e proporcionar suporte a uma web competitiva financiada por publicidade e que não irá favorecer a Google.
Os compromissos respondem a estas preocupações por via de três princípios fundamentais. Primeiro, as mudanças que iremos fazer no Chrome no contexto da iniciativa Privacy Sandbox serão aplicadas da mesma forma aos produtos de publicidade da Google e aos produtos de outras empresas. Em segundo lugar, iremos desenhar e implementar o Privacy Sandbox com supervisão regulatória e contribuições da CMA e do ICO. E, por fim, iremos informar a CMA com antecedência sobre a nossa intenção de remover cookies de terceiros e concordamos em aguardar os seus comentários sobre alguma eventual preocupação relacionada com a lei da concorrência.
A privacidade por design e por definição tem estado no centro do Privacy Sandbox desde o início, e também pretendemos garantir que as novas ferramentas cumprem os requisitos estabelecidos no recente parecer sobre as expectativas de privacidade e proteção de dados para as propostas de publicidade on-line. Com esse fim em mente, estamos a projetar estas novas ferramentas para evitar a monitorização entre websites, proporcionar às pessoas maior transparência e controlo e melhores resultados para as pessoas e empresas na web. Estamos ansiosos por manter este envolvimento com as autoridades de proteção de dados à medida que continuamos a interagir e a melhorar as propostas.
Estamos satisfeitos que, hoje, a CMA tenha aceitado estes compromissos, que agora entram em vigor imediatamente. Os critérios de desenvolvimento e de implementação que sustentam estes compromissos estão resumidos abaixo e podem ser encontrados na íntegra no website do CMA. Iremos aplicar os compromissos globalmente porque acreditamos que a orientação regulatória que recebemos proporciona um roteiro sobre como lidar com questões de privacidade e de concorrência neste setor, em evolução.
Respeitar a privacidade do utilizador mantendo uma web que funcione bem e financiada por publicidade
Os objetivos da Google ao desenvolver as propostas do Privacy Sandbox são tornar a web mais privada e segura para as pessoas ao mesmo tempo que:
Reconhecemos que muitos publishers e anunciantes confiam na publicidade on-line para financiar os seus websites e chegar a novos clientes. Por isso, criar ferramentas que visem melhorar a privacidade das pessoas, ao mesmo tempo que continuam a apoiar a publicidade, é fundamental para manter a web aberta e acessível a todos e permitir que empresas de todas as dimensões tenham sucesso.
Desenvolvimento do Privacy Sandbox
Para atingir os objetivos acima, a Google está comprometida a desenhar, desenvolver e a implementar as propostas do Privacy Sandbox levando em consideração critérios específicos acordados com o CMA:
Com base em meses de consultas abertas da Google — e do CMA — com a indústria em geral, a Google irá consultar, regularmente, o CMA e o ICO em relação ao design, desenvolvimento e implementação do Privacy Sandbox (incluindo testes e anúncios públicos). A Google irá também aumentar o seu envolvimento com as partes interessadas do setor (incluindo editores de notícias, anunciantes e fornecedores de tecnologia de anúncios) disponibilizando um processo de feedback sistemático para levar em consideração opiniões e sugestões razoáveis. Isto vem na senda do nosso envolvimento anterior com os membros da comunidade da web que são incentivados a participar no desenvolvimento e testes das novas tecnologias propostas através de fóruns de discussão públicos como o W3C, canais de programadores como o GitHub, grupos de indústria e os chamados origin trials. Também iremos criar até ao final de fevereiro um microsite dedicado, disponível em privacysandbox.com, explicando estes canais com mais detalhes e proporcionando um novo formulário para comentários para submeter sugestões de casos de uso e pedidos de funcionalidades para a API.
Garantir a conformidade
O Google irá trabalhar com o CMA para resolver preocupações sem atrasos e através de consultas e atualizações contínuas ao CMA e ao ICO. A Google também se comprometeu a nomear um Monitoring Trustee independente que terá o acesso e o conhecimento técnico necessários para garantir a conformidade, tendo consultado o CMA. O Monitoring Trustee irá trabalhar diretamente com o CMA e será central para garantir a conformidade com os dados e a não discriminação dos compromissos oferecidos pela Google.
Acreditamos que estes compromissos irão garantir que a concorrência continue a prosperar ao mesmo tempo que proporciona flexibilidade no design das APIs do Privacy Sandbox de uma maneira que irá melhorar a privacidade online das pessoas. Ajudar as empresas a adaptarem-se a uma web com maior privacidade, através da inovação e da colaboração, pode ajudar a criar base para o crescimento e desenvolvimento económico no longo prazo.
Este processo requer um envolvimento próximo com os reguladores de concorrência e de privacidade e novas formas de trabalhar em conjunto. Esperamos que estes compromissos possam contribuir para este novo enquadramento.
Sou, há muito, um leitor de notícias locais, começando pelo jornal da minha cidade natal, o St. Louis Post-Dispatch, no Missouri. É certo que comecei com a banda desenhada e os jogos de palavras mas logo passei a gostar de ver as notícias sobre o que estava a acontecer na minha cidade. O Post-Dispatch foi a minha ligação à cidade e aos meus vizinhos.
Com o desenvolvimento do Google News Showcase (Destaques Jornalísticos no Google), o nosso produto e programa de licenciamento para editores de notícias, queremos que as pessoas que usam os produtos de notícias da Google sintam o mesmo em relação aos seus jornais locais. O Google News Showcase (Destaques Jornalísticos no Google) oferece aos publishers locais uma forma de mostrarem a sua experiência editorial e explicarem temas importantes aos leitores. Ao fazermos isto, esperamos que os leitores possam fortalecer as ligações com as suas comunidades.
Hoje, estamos a tornar mais fácil encontrar notícias locais no Google News Showcase (Destaques Jornalísticos no Google) ao trazermos os seus painéis para a seção local do Google Notícias. Os publishers do News Showcase (Destaques Jornalísticos) escolhem o conteúdo destes painéis locais permitindo-lhes destacar as histórias mais importantes do dia na sua zona e proporcionando-lhes outra maneira poderosa de aprofundar o seu relacionamento com os leitores. Para aceder à seção Local no Google Notícias, basta clicar na seção Local do lado esquerdo no news.google.com ou navegar até a seção local no feed Para Si na aplicação Google Notícias.
Mais de 90% das publicações que fazem parte do News Showcase representam notícias locais ou da comunidade. Eles incluem o Citynews de Itália, La Capital na Argentina, o Frankfurter Rundschau da Alemanha, Jornal do Commercio do Brasil, El Colombiano na Colômbia, Guelph Mercury Tribune do Canadá, o Anandabazar Patrika da Índia, Iliffe Media do Reino Unido, e exemplos como o Jornal de Leiria ou o Mensageiro de Bragança em Portugal. Temos trabalhado em estreita colaboração com estes publishers mesmo antes do lançamento do News Showcase para garantir que o produto funciona bem para eles.
Além das notícias de hoje, estamos sempre a fazer alterações adicionais nos bastidores para ajudar os editores de notícias a melhorar suas experiências com o News Showcase (Destaques Jornalísticos). Recentemente disponibilizámos a possibilidade dos editores de notícias verem como os leitores estão a interagir com o conteúdo do News Showcase (Destaques Jornalísticos) em tempo real, para que possam compreender melhor o que as pessoas querem ler. Isto proporciona aos editores de notícias a possibilidade de responderem rapidamente às tendências, adicionarem mais contexto às suas histórias ou adicionarem painéis relacionados com as histórias que estão a ganhar força. Também introduzimos a capacidade de edição das imagens que aparecem diretamente nos painéis da nossa ferramenta de publicação, dando aos publishers do News Showcase (Destaques Jornalísticos) maior controlo e pouparem tempo.
Desde que lançamos o News Showcase (Destaques Jornalísticos) em outubro de 2020, assinamos acordos com mais de 1.200 publicações de notícias em todo o mundo, garantindo que milhões de pessoas podem encontrar, envolver-se e apoiar as organizações de notícias que cobrem temas importantes para eles. Também lançamos o programa em mais de uma dúzia de países, incluindo Portugal, Índia, Japão, Alemanha, Brasil, Áustria, Reino Unido, Austrália, República Checa, Itália, Colômbia, Argentina, Canadá e Irlanda. Hoje, estamos também a lançar o produto na Polónia.
O News Showcase (Destaques Jornalísticos) é apenas uma forma de como estamos a ajudar os leitores a encontrarem as notícias importantes para eles. Recentemente, adicionámos uma nova funcionalidade de notícias na Pesquisa Google através da qual os leitores veem um carrossel de notícias locais quando encontramos cobertura de notícias locais relacionadas com a sua pesquisa. Isto ajuda os leitores a encontrarem notícias locais importantes relacionadas com as suas pesquisas e ajuda os publishers de notícias locais a chegar a pessoas que procuram as suas notícias. Este carrossel está disponível globalmente em todos os idiomas.
Também melhoramos os nossos sistemas de ranking para que fontes de notícias locais relevantes e confiáveis apareçam com mais frequência ao lado das publicações nacionais nas nossas funcionalidades como a Principais Notícias. Isto garante que as pessoas podem encontrar cobertura de fontes de notícias locais confiáveis, ajudando-as a ver como as histórias nacionais podem impactá-las localmente.
Apoiar os publishers locais é também uma parte importante do nosso trabalho e do Google News Initiative (GNI), o nosso esforço para ajudar organizações de notícias e jornalistas a prosperarem na era digital. Por exemplo, o GNI Digital Growth Program é um programa gratuito destinado a ajudar publishers de notícias de pequena e média dimensão em todo o mundo no desenvolvimento das capacidades necessárias para acelerar o crescimento de seus negócios online. E o Google News Lab proporciona parcerias e formação em mais de 50 países. Também desenvolvemos produtos para ajudar jornalistas. Um destes exemplos é o Pinpoint, uma ferramenta que usa o melhor da nossa tecnologia de pesquisa, IA e Machine Learning para ajudar os repórteres a analisar rapidamente milhares de documentos como formulários, notas manuscritas, imagens, arquivos de e-mail, PDFs e que transcreve automaticamente arquivos de áudio.
Estamos dedicados a fazer a nossa parte para ajudar a apoiar o jornalismo local a prosperar na era digital – e ajudar os leitores a descobrirem as notícias locais e a compreenderem os problemas que os afetam.
Alguma vez se perguntou como é que a Google entende o que está a procurar? Há muita coisa envolvida na disponibilização dos resultados de pesquisa úteis, e entender o idioma é um dos requisitos mais importantes. Graças aos avanços em IA e machine learning, estamos mais próximos do que nunca de entender a linguagem humana. Achamos que seria útil partilhar um olhar aos bastidores de como isto se traduz em melhores resultados para o utilizador.
Mas primeiro, vamos voltar aos primórdios: nos primeiros dias da Pesquisa, antes de termos a IA avançada, os nossos sistemas simplesmente procuravam palavras correspondentes. Por exemplo, se o utilizador pesquisasse por “pziza” – a menos que houvesse uma página com este erro ortográfico específico, seria provável que o utilizador tivesse que refazer a pesquisa escrevendo a palavra de forma correcta para encontrar uma fatia perto de si. E, eventualmente, aprendemos a codificar algoritmos para encontrarem classes de padrões – como erros ortográficos populares ou possíveis erros de digitação de palavras semelhantes – para ajudar a fazer essa correção. Agora, através do machine learning avançado, os nossos sistemas podem reconhecer de forma mais intuitiva se uma palavra não parece estar correta e a sua possível correção.
Este tipo de desenvolvimento da IA nos nossos sistemas de Pesquisa significa que eles estão a melhorar constantemente para entender o que o utilizador está a procurar. E como as curiosidades do mundo e das pessoas estão sempre a evoluir é muito importante que a Pesquisa acompanhe a tendência. De facto, 15% das pesquisas diárias são totalmente novas. A IA desempenha um papel importante para mostrar resultados úteis, mesmo nos limites da sua imaginação.
Como os nossos sistemas funcionam em conjunto
Desenvolvemos centenas de algoritmos ao longo dos anos, como o nosso sistema de ortografia inicial, para ajudar a disponibilizar resultados de pesquisa relevantes. Quando desenvolvemos os novos sistemas de IA, os nossos algoritmos e sistemas anteriores não são simplesmente arquivados. Na verdade, a Pesquisa corre em centenas de algoritmos e modelos de machine learning, e podemos aperfeiçoá-la quando os nossos sistemas - novos e antigos - funcionam em conjunto. Cada algoritmo e modelo tem uma função específica mas eles são acionados em momentos diferentes e em combinações distintas para ajudar a disponibilizar os resultados mais úteis. E alguns dos nossos sistemas mais avançados podem desempenhar um papel mais proeminente do que outros. Vamos espreitar os principais sistemas de IA que atualmente correm na Pesquisa e o que fazem.
RankBrain — um sistema de classificação mais inteligente
Quando lançámos o RankBrain em 2015, ele foi o primeiro sistema de aprendizagem profunda implementado na Pesquisa. Na altura, foi inovador – não só porque foi o nosso primeiro sistema de IA, mas porque ajudou-nos a entender como as palavras estão relacionadas com os conceitos. Isto é algo que os humanos entendem instintivamente, mas é um desafio complexo para um computador. O RankBrain ajuda-nos a encontrar informações que não conseguiríamos anteriormente, entendendo mais amplamente como as palavras numa pesquisa se relacionam com os conceitos do mundo real. Por exemplo, se o utilizador pesquisar "qual é o nome do consumidor que está no topo da cadeia alimentar", os nossos sistemas aprendem ao ver essas palavras em várias páginas que o conceito de uma cadeia alimentar pode estar relacionado com animais, e não com consumidores humanos. Ao entender e a corresponder estas palavras com os seus conceitos relacionados, o RankBrain ajuda-nos a entender que o utilizador está a pesquisar por “Superpredador”, a expressão frequentemente utilizada.
Graças a este tipo de compreensão, o RankBrain (como o próprio nome sugere) é usado para ajudar a hierarquizar – ou a decidir a melhor ordem para – os principais resultados de pesquisa. Embora tenha sido o nosso primeiro modelo de aprendizagem profunda, o RankBrain continua a ser um dos principais sistemas de IA que alimentam, hoje, a Pesquisa.
Correspondência neural — um mecanismo de recuperação sofisticado
As redes neurais sustentam, atualmente, muitos sistemas modernos de IA. Mas foi só em 2018, quando introduzimos a correspondência neural na Pesquisa, que pudemos usá-los para nos ajudarem a entender melhor como as perguntas se relacionam com as páginas. A correspondência neural ajuda-nos a entender representações mais difusas de conceitos em perguntas e páginas e a combiná-las umas com as outras. É possível fazê-lo porque ele analisa uma pergunta ou página inteira em vez de apenas palavras-chave, desenvolvendo uma melhor compreensão dos conceitos subjacentes representados nelas. Por exemplo, na pesquisa “insights de como gerir um verde". Se um amigo lhe perguntasse isto, provavelmente o utilizador ficaria perplexo. Mas com a correspondência neural, somos capazes de entender esta pesquisa intrigante. Ao observar as representações mais amplas de conceitos na pergunta - gestão, liderança, personalidade e muito mais - a correspondência neural pode decifrar que determinada pessoa está a pesquisar por dicas de gestão com base num guia popular de personalidade através das cores.
Quando os nossos sistemas entendem os conceitos mais amplos representados numa pergunta ou página, estão em melhores condições para corresponderem um ao outro. É este nível de compreensão que nos ajuda a lançar uma ampla rede quando examinamos o nosso índice de conteúdos que possa ser relevante para a sua pesquisa. É isso que torna a correspondência neural uma parte tão crítica de como recuperamos documentos relevantes de um fluxo de informações enorme e em constante mudança.
BERT — um modelo para entender o significado e o contexto
Lançado em 2019, o BERT foi uma grande mudança na compreensão da linguagem natural, ajudando-nos a entender como as combinações de palavras expressam diferentes significados e intenções. Em vez de simplesmente procurar conteúdo que corresponda a palavras individuais, o BERT permite-nos compreender como uma combinação de palavras expressa uma ideia complexa. O BERT entende as palavras numa sequência e como se relacionam umas com as outras de modo a que excluamos palavras importantes da sua pesquisa - não importa quão pequenas elas sejam. Por exemplo, se o utilizador pesquisar "pode-se comprar medicamentos para alguém na farmácia", o BERT ajuda-nos a entender que o utilizador está a tentar descobrir se pode comprar medicamentos para outra pessoa. Antes do BERT, não dávamos o mesmo valor a esta preposição curta, principalmente ao revelar resultados sobre como preencher uma receita. Graças ao BERT, entendemos que mesmo pequenas palavras podem ter grandes significados.
Hoje, o BERT desempenha um papel crítico em quase todas as pesquisas em inglês. Isto ocorre porque os nossos sistemas BERT destacam-se em duas das tarefas mais críticas na disponibilização de resultados relevantes – classificação e recuperação. Com base na sua compreensão de linguagem complexa, o BERT é capaz de classificar documentos muito rapidamente pela respetiva relevância. Também melhoramos os sistemas anteriores com treino BERT, tornando-os mais úteis na recuperação de documentos relevantes para hierarquização. E embora o BERT desempenhe um papel importante na Pesquisa, nunca funciona sozinho — como todos os nossos sistemas, o BERT faz parte de um conjunto de sistemas que trabalham juntos para apresentar resultados de alta qualidade.
MUM — passando da linguagem para a compreensão da informação
Em maio, apresentamos o nosso mais recente marco de IA na Pesquisa – o Multitask Unified Model (MUM) Mil vezes mais poderoso que o BERT, o MUM é capaz de entender e gerar linguagem. Ele é treinado em 75 idiomas diferentes e em muitas tarefas diferentes ao mesmo tempo, permitindo que desenvolva uma compreensão mais abrangente das informações e do conhecimento do mundo. O MUM também é multimodal, o que significa que pode entender informações em vários modos, como texto, imagens e muito mais no futuro.
Embora ainda estejamos nos primeiros dias para explorar o potencial do MUM, já o usamos para melhorar as pesquisas de informações sobre a vacina COVID-19 e estamos ansiosos por oferecer maneiras mais intuitivas de pesquisar usando uma combinação de texto e imagens no Google Lens nos próximos meses. Estas são aplicações muito especializadas - e o MUM não é usado atualmente para ajudar a hierarquizar e a melhorar a qualidade dos resultados de pesquisa da mesma forma que os sistemas RankBrain, correspondência neural e BERT.
À medida que introduzirmos mais experiências com a tecnologia MUM na Pesquisa, vamos começar a mudar da compreensão avançada de linguagem para uma compreensão mais subtil das informações sobre o mundo. E como em todas as melhorias na Pesquisa, qualquer aplicação MUM passará por um rigoroso processo de avaliação, com especial especial para a aplicação responsável da IA. E quando estes novos sistemas são implementados, juntam-se aos sistemas que funcionam em grupo para tornarem a Pesquisa útil.
Quando exploramos novos lugares, as críticas no Google são um tesouro de conhecimento local que pode indicar-lhe os lugares e as empresas que poderá gostar mais – seja uma pastelaria com o melhor bolo sem glúten ou um restaurante próximo com música ao vivo.
Com milhões de críticas publicadas todos os dias de pessoas de todo o mundo, temos suporte 24 horas por dia para manter as informações no Google relevantes e precisas. Grande parte do nosso trabalho destina-se a evitar conteúdo impróprio que é feito nos bastidores. Por isso queríamos esclarecer o que acontece após um utilizador publicar uma críticas.
Como criamos e aplicamos as nossas políticas
Criamos políticas de conteúdo rígidas para garantir que as críticas são baseadas em experiências do mundo real e para manter comentários irrelevantes e ofensivos fora dos perfis de empresas no Google.
À medida que o mundo evolui, também evoluem as nossas políticas e proteções. Isto ajuda-nos a proteger lugares e empresas de conteúdos que violem políticas e fora do âmbito do tópico quando há potencial para abusos. Por exemplo, quando governos e empresas começaram a exigir certificados de vacinação contra a COVID-19 para o acesso a determinados lugares, implementamos proteções extras para remover críticas no Google que criticam uma empresa pelas suas políticas de saúde e segurança ou por exigirem o certificado.
Uma vez escrita, a política transforma-se em material de treino – tanto para os nossos operadores como para os algoritmos de machine learning – para ajudar as nossas equipas na deteção de conteúdo que viola a política e, por fim, manter as críticas do Google úteis e autênticas.
A moderação das críticas com a ajuda de machine learning
Assim que alguém publica uma crítica, ela é enviada para o nosso sistema de moderação para garantir que a crítica não viola nenhuma das nossas políticas. Poderá pensar no nosso sistema de moderação como uma espécie de segurança que impede que pessoas não autorizadas entrem num prédio - mas, em vez disso, a nossa equipa está a impedir que um mau conteúdo seja publicado no Google.
Dado o volume de críticas que recebemos regularmente, descobrimos que precisamos tanto de uma compreensão diferenciada que os humanos proporcionam como da escala oferecida pelas máquinas para nos ajudar a moderar o conteúdo recebido. Ambos têm pontos fortes diferentes e por isso continuamos a investir tremendamente em ambos.
As máquinas são a nossa primeira linha de defesa porque são boas para identificar padrões. Estes padrões ajudam, geralmente, as nossas máquinas a determinar imediatamente se o conteúdo é legítimo, e a grande maioria do conteúdo falso e fraudulento é removido antes que alguém realmente o veja.
As nossas máquinas analisam as críticas de vários ângulos, tais como:
Treinar uma máquina sobre a diferença entre conteúdo aceitável e aquele que viola as políticas é um equilíbrio delicado. Por exemplo, por vezes a palavra “gay” é usada como um termo depreciativo, e isso não é algo que toleramos nas críticas no Google. Mas se ensinarmos aos nossos modelos de machine learning que ele é usado apenas em discurso de ódio, podemos remover erradamente críticas que promovem um empresário gay ou um espaço seguro LGBTQ+. Os nossos operadores humanos executam regularmente testes de qualidade e completam treino adicional para remover o preconceito dos modelos de machine learning. Ao treinar minuciosamente os nossos modelos de todas as maneiras como certas palavras ou frases são usadas, melhoramos a nossa capacidade de detectar conteúdo que viole políticas e reduzimos a probabilidade de bloquear inadvertidamente uma publicação com críticas legítimas.
Se os nossos sistemas não detectarem violações de políticas, a crítica poderá ser publicada numa questão de segundos. Mas o nosso trabalho não termina quando a crítica é publicada. Os nossos sistemas continuam a analisar o conteúdo contribuído e a observar padrões questionáveis. Estes padrões podem ser qualquer coisa, desde um grupo de pessoas que deixam comentários no mesmo grupo de perfis de empresas até uma empresa ou local que recebe um número invulgarmente alto de críticas de 1 ou 5 estrelas num curto período de tempo.
Mantendo as críticas autênticas e confiáveis
Como qualquer outra plataforma que aceita contribuições de utilizadores, também precisamos de estar atentos aos nossos esforços para evitar que fraudes e abusos apareçam no Maps. Parte disso passa por tornar mais fácil para as pessoas que usam o Google Maps sinalizar qualquer crítica que viole as nossas políticas. Se acha que viu uma crítica que viola políticas do Google, recomendamos que a denuncie à nossa equipa. As empresas podem sinalizar aqui críticas nos seus perfis e os consumidores aqui.
A nossa equipa de operadores humanos trabalha 24 horas por dia para rever o conteúdo sinalizado. Quando encontramos comentários que violam as nossas políticas, removemo-los do Google e, em alguns casos, suspendemos a conta do utilizador e podemos até iniciar processos judiciais.
Além de analisar o conteúdo sinalizado, a nossa equipa trabalha proativamente para identificar possíveis riscos de abuso, o que reduz a probabilidade de ataques de abuso bem-sucedidos. Por exemplo, quando se aproxima um evento com um número significativo de seguidores, como uma eleição, implementamos proteções elevadas para os locais associados ao evento e outras empresas próximas que as pessoas podem procurar no Maps. Continuamos a monitorizar estes locais e empresas até que o risco de abuso diminua de modo a apoiar a nossa missão de publicar apenas críticas autênticas e confiáveis. O nosso investimento em analisar e entender como o conteúdo que recebemos pode ser alvo de abuso tem sido fundamental para nos mantermos um passo à frente dos chamados maus atores.
Com mais de mil milhões de pessoas a recorrer ao Google Maps todos os meses para navegar e explorar, queremos garantir que as informações que os utilizadores vêem, especialmente as críticas, são confiáveis para todos. O nosso trabalho nunca termina; estamos constantemente a melhorar o nosso sistema e a trabalhar arduamente para manter os abusos, incluindo críticas falsas, fora do mapa.
Os últimos anos têm sido de transição para todos nós. Adaptamo-nos a mudanças nas nossas vidas que jamais imaginaríamos antes da pandemia. Ao longo deste período assistimos a um crescimento incrível na comunidade do YouTube. Os criadores de conteúdo estão a vir à nossa plataforma partilhar as suas vidas, ganhar dinheiro e moldar o mundo à nossa volta de maneiras significativas. Eles estão a unir-nos para trazer bem ao mundo. No ano passado, vimos o impacto deste tipo de iniciativas quando MrBeast e Mark Rober lançaram o Team Seas para angariar fundos para remover mais de 13 milhões de quilos de lixo dos nossos oceanos, praias e rios.
No YouTube estamos focados em ajudar a crescer a nossa plataforma ao longo do ano. Hoje, gostaria de partilhar convosco as nossas principais prioridades: a economia dos criadores de conteúdo, inovação, apoiar o trabalho dos criadores e proteger a comunidade do YouTube
Cada vez mais pessoas criam conteúdos para o YouTube. Estamos a ver um grande momento na plataforma, incluindo no Shorts. Atingimos os 5 biliões de visualizações totais no Shorts!
Os criadores de conteúdo estão a ajudar a ensinar, a manter-nos entretidos e a terem um impacto significativo na economia dos criadores. Há um aumento anual de 40% na quantidade de canais que ganham mais de US$ 10.000 por ano em todo o mundo.
O impacto dos ganhos dos criadores de conteúdo aparece em vários relatórios da Oxford Economics. Em 2020, ao passo que as pessoas em redor do mundo se adaptaram às circunstâncias devido à pandemia, o ecossistema de criação do YouTube sustentou mais de 800 mil vagas de emprego nos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Canadá, Brasil, Austrália e a União Europeia combinados.
Quando comecei no YouTube, só havia uma forma de um criador de conteúdos ganhar dinheiro na plataforma: anúncios. Ao longo dos anos, temos trabalhado para alargar as oportunidades disponíveis para os criadores se conectarem com o público. Hoje, existem 10 formas para os criadores de conteúdo ganharem dinheiro no YouTube!
E estamos a ver criadores em todo o mundo a aproveitarem estas oportunidades. Mais criadores estão a ganhar dinheiro com os nossos produtos não relacionados com a publicidade, como o Super Chat e os Clubes dos canais. No ano passado, os Clubes dos canais e os produtos digitais pagos do YouTube foram comprados ou renovados mais de 110 milhões de vezes.
Podemos observar o impacto deste crescimento em todo o mundo. No passado mês de Dezembro, os canais do YouTube na Coreia do Sul ganharam 50% mais receita com os Clubes dos canais em comparação a dezembro de 2020.
Este ano, estamos também entusiasmados com oportunidades em áreas como o podcasting que permite aos criadores a monetização e alargar o alcance da sua distribuição. Com a utilização dos podcasts a aumentar, esperamos que eles sejam também parte integral da economia de criadores.
Estamos a preparar-nos para o futuro, ao seguir todas as novidades relacionadas com a Web 3.0 como inspiração para continuarmos a inovar no YouTube. No ano passado, no universo das criptomoedas, os tokens não fungíveis (NTFs) e até mesmo as organizações autónomas descentralizadas (DAOs) mostraram novos caminhos, até então inimagináveis, para aumentar a conexão entre criadores de conteúdo e os seus fãs. Estamos sempre a procurar expandir o ecossistema do YouTube para ajudar os criadores a capitalizar novas tecnologias, incluindo os NFTs, sem deixar de desenvolver e aprimorar a experiência dos criadores e fãs no YouTube.
Conforme inovamos e preparamos o YouTube para o futuro, trabalhamos também para apoiar a comunidade de criadores de conteúdo. Primeiro, estamos a dar-lhes mais controlo. Lançamos verificações pré-publicação no ano passado para que os criadores descubram possíveis problemas com direitos de autor ou adequação para publicidade antes de publicar qualquer conteúdo.
Quando converso com os criadores sobre o que eles gostariam de ver no YouTube, os recursos para dispositivos móveis aparecem em primeiro lugar. Teremos novidades interessantes com relação a isso este ano.
Segundo, estamos a trabalhar nos bastidores para analisar as nossas políticas e garantir regras e limites adequados. No ano passado, atualizamos as nossas diretrizes de publicidade para garantir a geração de receita de mais conteúdo sem deixar de seguir os padrões do setor.
Os criadores têm pedido mais detalhes para entenderem melhor as violações de política. Estamos a contratar mais pessoas para ampliar os nossos testes e dar mais detalhes aos criadores sobre as violações de políticas, como marcações de tempo. Não vemos a hora de ampliar esta iniciativa.
Ao mesmo tempo que olhamos para a frente, estamos focados na inovação. Estas são algumas das áreas onde iremos investir este ano:
Estamos a trabalhar diariamente para melhorar a forma como ajudamos os criadores de conteúdo a iniciarem-se e atingirem mais rapidamente uma audiência no Shorts. No ano passado, começamos a lançar uma nova funcionalidade para permitir remixar áudio que permite criar Shorts ao usar áudio de outros vídeos no YouTube. Nos próximos meses iremos expandir esta funcionalidade para permitir remixar o conteúdo do YouTube de várias outras formas.
Os criadores estão a fazer coisas fantásticas no Shorts, de novatos como Jake Fellman, Lisa Nguyen e Chahat Anand aos criadores que estão na plataforma há anos, como Colin e Samir.
E estamos a proporcionar aos criadores outras oportunidades de ganharem dinheiro no Shorts com o Fundo Shorts, que agora está disponível em mais de 100 países. Este fundo está a ajudar a aumentar o número de criadores: mais de 40% de criadores que, no último ano, receberam dinheiro do fundo não faziam parte do YouTube Partner Program (YPP). Este ano, vamos testar novos recursos para que os criadores de Shorts possam gerar branded content através do BrandConnect, o nosso programa que liga criadores a marcas.
O ano passado foi um ano incrível para a música no YouTube. Ultrapassamos um marco impressionante em 2021: o YouTube agora tem mais de 50 milhões de inscritos no YouTube Music e Premium, incluindo utilizadores em período de teste. E no 2º trimestre, anunciamos que o YouTube pagou mais de US$ 4 mil milhões à indústria da música nos últimos 12 meses.
E continuamos a ligar artistas a fãs em todo o mundo, incluindo o primeiro show de BLACKPINK ao vivo e o desafio do BTS Permission to Dance no Shorts.
Vimos grandes avanços na evolução do gaming no YouTube: das narrativas imersivas aos maiores eventos de eSports, eles encontraram uma casa na nossa plataforma. Só no 1º semestre de 2021, o YouTube teve mais de 800 mil milhões de visualizações de vídeos relacionados com jogos, mais de 90 milhões de horas transmitidas em direto e mais de 250 milhões de uploads.
O YouTube destaca-se de outras plataformas porque proporciona um local único onde criadores de conteúdos de gaming podem contar histórias em vários formatos de vídeo: transmissão em direto, VOD e Shorts. É por isso que, no ano passado, pudemos trazer os grandes criadores Ludwig, DrLupo e TimTheTatman para transmissões exclusivas no YouTube e criarem mais conteúdo VOD. Queremos melhorar a experiência em direto (Live) para todos os criadores de conteúdo, inclusive para os espectadores. Em particular, estamos a concentrarmo-nos em aumentar a possibilidade de novas descobertas de conteúdo em direto e recursos de chat. Além disso, as nossas equipas estão a trabalhar para facilitar ainda mais a criação de Shorts relacionados com gaming para criadores e utilizadores. Este ano, iremos ainda disponibilizar também um dos recursos mais pedidos: assinaturas oferecidas como presente.
Estamos a investir para tornar o YouTube numa plataforma inovadora de comércio. Lançamos um programa piloto de inserção de tags para criadores. Nele, os espectadores podem comprar produtos nos seus vídeos favoritos. Estamos também a iniciar testes para que as compras possam ser integradas ao Shorts.
Cada vez mais, estamos a ver criadores de conteúdo a avaliar produtos em direto, a lançar novos produtos e a falar sobre as suas compras. no último verão, a criadora Simply Nailogical usou as nossas ferramentas novas de compras em direto para lançar a sua mais recente coleção de esmaltes. Com as tags de novos produtos nos vídeos, os fãs puderam explorar a coleção em direto e fazer compras sem precisar sair da transmissão. A primeira transmissão ao vivo foi um sucesso tal que ela utilizou este recurso em todas as novas coleções!
Estamos a testar as compras em direto nos EUA, na Coreia do Sul e no Brasil. E este ano, iremos levar as compras em direto a mais criadores e marcas – através de parcerias com plataformas de e-commerce como a Shopify – à medida que desenvolvemos uma experiência mais interativa e divertida para os utilizadores.
A TV continuou a ser o ecrã com o maior crescimento em 2021 e estamos a explorar novas formas de tornar o seu smartphone ainda mais interativo à medida que trazemos o melhor YouTube para a TV.
As pessoas vêm, todos os dias, ao YouTube, seja à procura de ajuda para o trabalho de casa, explorar novos interesses ou para desenvolver outras competências e começar uma nova carreira. Os criadores de conteúdo e as organizações de ensino estão a usar a nossa plataforma para tornar a aprendizagem mais acessível. No ano passado, lançamos os canais Mi Aula no México e na Argentina em parceria com a UNESCO para oferecer aos estudantes vídeos que enriquecem o currículo do ensino médio nesses países. E ainda este ano, iremos oferecer este recurso aos estudantes do Brasil com o canal YouTube Edu.
Temos o compromisso de duplicar o número de utilizadores que se envolvem com conteúdo educacional no YouTube e estamos a trabalhar em novas funcionalidades que irão ligar os espectadores com novas formas de aprender.
A mudança climática é um tema crucial para todos nós, e este ano iremos ampliar o nosso apoio a criadores focados nas questões ambientais na ampliação de conteúdos positivos sobre o clima na nossa plataforma. Foi incrível ver criadores como Jack Harries e Sejal Kumar a participarem na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP26) no ano passado, ajudando a tornar o COP26 acessível a todos. Estamos comprometidos como companhia a trabalhar em direção a um futuro mais sustentável.
Ouvimos as opiniões de muitos de vós acerca da remoção do “não gosto” (dislikes) do YouTube, e sei que esta decisão foi controversa. Alguns afirmaram que os “não gosto” eram uma ajuda com que contavam na decisão de verem ou não um vídeo. Contudo, as pessoas não gostam de um vídeo por variadíssimos motivos, incluindo por alguns sem relação com o próprio vídeo em si, o que quer dizer que, esta não era a melhor forma de se escolher conteúdo para assistir.
Observamos também que os “não gosto” prejudicavam partes do ecossistema através de ataques de “não gosto” pois pessoas trabalhavam ativamente para aumentar o número de não gosto nos vídeos de criadores. Estes ataques tinham, frequentemente, como alvo criadores mais pequenos e aqueles que se tinham iniciado. Queremos que todos os criadores sintam que se podem expressar sem sofrer qualquer tipo de assédio. Então fizemos testes com a remoção da contagem do "não gosto" em milhões de vídeos durante vários meses. De todas as formas que analisamos, não vimos uma diferença significativa na audiência, independentemente de existir ou não uma contagem pública dos “não gosto”. E o mais importante, reduziu os ataques de antipatia.
Os criadores ainda podem encontrar o contagem dos “não gosto” no YouTube Studio se acharem que se trata de uma informação útil e os espectadores ainda podem clicar no botão “não gosto” para comunicarem as suas recomendações.
Em 2021, 133 criadores de conteúdo e artistas de sete países juntaram-se à iniciativa #YouTubeBlack Voices Class 2021. Recentemente, conversei com um criador da iniciativa #BlackVoicesFund, KevOnStage, e foi ótimo conhecer a sua experiência no programa. Continuamos também a desenvolver e a apoiar conteúdo original para aumentar a consciencialização das suas vozes, histórias e cultura. Desde o lançamento do fundo, já anunciamos 12 projetos, como o Bear Witness, Take Action Pt. 3 e Onyx Family Dinner.
A nossa pesquisa sobre dados demográficos dos criadores do YouTube está agora disponível no Studio para que os criadores nos Estados Unidos possam partilhar voluntariamente informações sobre o seu género, orientação sexual, raça e etnia. Com estas informações, vamos poder garantir que as nossas políticas e produtos funcionem para todos, e esperamos expandir este esforço a mais países este ano.
Dezenas de criadores juntaram-se à nossa série de comemorações durante o Mês do Orgulho para angariar dinheiro em prol do The Trevor Project. E em 2021, Eugene Lee Yang, do canal The Try Guys, realizou um documentário poderoso - We Need To Talk About Anti-Asian Hate (Precisamos de falar sobre o ódio anti-asiático). Lee Yang também se juntou a Jay Shetty, Asia Jackson, e a outros criadores e ativistas no primeiro episódio de Recipe for Change, do YouTube Originals, para celebrar a cultura asiática e das ilhas do Pacífico (API).
Também estamos a trabalhar para reduzir o conteúdo das recomendações que podem estar no limite das nossas políticas mas não as ultrapassam. O nosso objetivo é manter as visualizações deste conteúdo borderline abaixo de 0,5% das visualizações no YouTube. Finalmente, damos igual importância ao trabalho que fazemos para conectar as pessoas com informações de fontes confiáveis sobre temas importantes como notícias e saúde.
À medida que fizemos estas mudanças nos últimos anos, também vimos um aumento dos pedidos de transparência. Queremos permitir uma maior exploração destes tópicos no futuro e estamos a trabalhar num plano para disponibilizar mais informações aos investigadores.
Com cinco filhos, a segurança das crianças online está sempre na minha mente. Em colaboração com especialistas em desenvolvimento infantil, estamos a desenvolver experiências para todos no YouTube e a estabelecer padrões que protegem as crianças adequadamente em todas as fases da vida.
Lançamos o YouTube Kids há seis anos para criar um espaço para crianças até aos 13 anos com acesso a vídeos adequados a esta faixa etária. Em 2021, lançamos experiências supervisionadas para pais de adolescentes que acreditam que as suas crianças estão preparadas para explorar o YouTube. Lançamos também novas proteções para menores de 18 anos, como uploads privados por defeito, proteções para o bem-estar digital, reprodução automática desativada e bloqueio da segmentação de anúncios para estes utilizadores. Este ano iremos continuar a melhorar a qualidade do conteúdo para as crianças.
Vamos continuar em contato com as autoridades governamentais para discutir questões prioritárias para os espectadores, criadores e artistas na nossa plataforma. É importante que os legisladores entendam como as suas decisões podem afetar a crescente economia dos criadores.
Como escrevi no Wall Street Journal, apoiamos a regulamentação. Afinal, atualmente estamos em conformidade com a regulamentação nos países de todo o mundo. Mas também temos preocupações sobre a nova regulamentação que pode ter consequências não intencionais que afetariam a comunidade de criadores, principalmente em torno da linguagem jurídica. Aqui estão algumas das questões prioritárias no horizonte para este ano:
DSA: já mencionei anteriormente que a Lei dos Serviços Digitais (DSA) proposta na União Europeia pode ter implicações no discurso online. Depois de dois anos, a legislação está a chegar aos estágios finais e nós estamos a dialogar com as diversas partes envolvidas para apoiar uma estrutura unificada de proteção ao consumidor digital em todos os Estados membros que permita ainda que o YouTube sirva da melhor forma aos utilizadores.
Artigo 17: Continuamos a trabalhar com os estados membros da União Europeia à medida que incorporam o Artigo 17 (anteriormente Artigo 13) da diretiva de direitos de autor da UE nas suas leis locais. Ao longo do processo, o compromisso dos criadores fez a diferença. Obrigada por tudo o que fez para ajudar a garantir que a lei seja viável.
Este ano vamos trabalhar em parceria com os legisladores de todo o mundo para defender a comunidade do YouTube.
No YouTube, estamos ansiosos pelo que está por vir. Estamos focados em apoiar os criadores e artistas que fazem do YouTube a sua casa e as pessoas de todo o mundo que acedem à nossa plataforma todos os dias para tornar as suas vidas um pouco mais brilhantes.
Não vemos a hora de ver a sua próxima criação!
Iniciamos a iniciativa Privacy Sandbox para melhorar a privacidade dos utilizadores na web ao mesmo tempo que proporcionamos aos editores de notícias, criadores e outros programadores as ferramentas necessárias para construírem negócios prósperos, garantindo uma web segura e saudável para todos. Também sabemos que a publicidade é fundamental para muitas empresas e é uma forma fundamental para apoiar o acesso a conteúdo online sem encargos financeiros.
Hoje, estamos a anunciar o Topics, uma nova proposta do Privacy Sandbox para publicidade baseada em interesses. Topics surge da nossa aprendizagem e do feedback da comunidade no âmbito dos nossos testes anteriores de FLoC e substitui a nossa proposta de FLoC.
Com o Topics, o seu navegador de internet determina uma mão cheia de tópicos, como “Fitness” ou “Viagens”, que representam os seus interesses principais para aquela semana com base no seu histórico de navegação. Os tópicos são mantidos por apenas três semanas e tópicos antigos são apagados. Este processo acontece inteiramente no seu dispositivo e sem envolver nenhum servidor externo, da Google ou outro. Quando visitar um website participante, o Topics escolhe apenas três tópicos, um tópico de cada uma das últimas três semanas, para partilhar com o website e os seus parceiros de publicidade. O Topics permite que os navegadores de internet lhe proporcionem transparência e controlo significativos sobre estes dados e, no Chrome, estamos a criar controlos para o utilizador que permitem que veja estes tópicos e remover os que não gostar ou desativar completamente este recurso.
Mais importante, os tópicos são cuidadosamente selecionados para excluir categorias sensíveis, como género ou raça. E porque o Topics é alimentado pelo navegador de internet, ele proporciona transparência e controlos melhorados sobre como os seus dados são partilhados face a mecanismos de tracking como cookies de terceiros. E, ao disponibilizar aos websites os seus tópicos de interesse, as empresas on-line têm uma opção que não envolve técnicas de tracking encobertas, como a impressão digital do navegador de internet para continuar a servir anúncios relevantes.
Para saber mais sobre os detalhes da proposta Topics, incluindo outros recursos de design que preservam a privacidade, consulte a explicação técnica completa. Em breve, vamos lançar um teste para os programadores do Topics no Chrome que inclui controlos de utilizador e permite que os programadores de websites e a indústria de publicidade também o possam testar. O design final dos controlos dos utilizadores e os outros vários aspectos técnicos de como o Topics funciona serão decididos com base nos seus comentários e no que aprendemos do teste.
Este é um momento frenético para a iniciativa Privacy Sandbox – colaboramos, recentemente, com a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) para rever os nossos compromissos de forma a garantir que as nossas propostas mantêm condições equitativas e, no fim da semana, vamos partilhar mais detalhes sobre o FLEDGE e as propostas técnicas de medição com os programadores. O Privacy Sandbox é um dos esforços mais ambiciosos e importantes que já realizamos, e estamos profundamente gratos pelo envolvimento, comentários e parceria de todos aqueles que têm vindo a participar nesta iniciativa.
2021 foi um ano diferente. As preocupações em torno da COVID-19 mantiveram-se, mas muitas atividades pré-pandemia voltaram a fazer parte da vida dos portugueses. As tendências de pesquisas do Google trazem um retrato dos interesses dos portugueses neste ano, que se mostraram, particularmente, curiosos por saber “o tempo para amanhã”.
Ainda na lista de assuntos gerais, o futebol voltou a marcar as pesquisas, com a atenção a recair sobre o Euro 2020, o Benfica e o Sporting -- que se sagrou campeão 19 anos após a última conquista. O Certificado digital também foi um dos principais assuntos, e a COVID-19 levou a perguntas sobre Como obter o certificado Digital COVID, como agendar a vacina, medidas de confinamento e desconfinamento e o número de casos diários em Portugal.
Vá para fora cá dentro, é uma expressão bastante conhecida! Com as viagens a serem possíveis novamente, Sintra e Aveiro foram duas cidades alvo de bastante curiosidade por parte dos turistas do nosso país.
No entretenimento, como em anos anteriores, o Big Brother ocupou o lugar do topo entre os programas de TV mais populares nas pesquisas do Google, enquanto que Squid Game e Bridgerton ocuparam também o lugar de destaque.
No mundo, o desporto foi o grande destaque das pesquisas, com diversos campeonatos – desde o futebol e o críquete – a entrar na lista das principais tendências. Nas notícias, os acontecimentos no Afeganistão, os resultados nas bolsas e a vacina COVID-19 figuram entre os principais interesses a nível mundial.
Veja como foi o ano em Pesquisa em Portugal em g.co/2021trends/PT e, no mundo, em yearinsearch.google/trends.