A pandemia da COVID-19. Eleições em todo o mundo. Verificadores de factos (fact-checkers) em todo o mundo tiveram um ano agitado. Mais de 50.000 verificações de factos surgiram na Pesquisa do Google no último ano, tendo os verificadores recebido aproximadamente 2,4 mil milhões de impressões na Pesquisa nesse período.
Um crescente número de pesquisas externas sugere que a verificação de factos pode ajudar a combater as falsidades. Num novo relatório apoiado pela Google News Initiative publicado hoje, os investigadores Ethan Porter, Thomas Wood e Yamil Velez descobriram que as correções na forma de verificação de factos eliminam os efeitos da desinformação sobre as crenças acerca da vacina COVID-19.
No entanto, a verificação de factos não é apenas para os profissionais. Todos os dias, as pessoas procuram evidências para confirmar ou refutar uma informação sobre a qual não têm certeza. Nos últimos 12 meses, as pesquisas do Google por "é verdade que ..." foram maiores do que "como fazer pão”, mesmo quando no ano passado houve uma corrida ao fermento natural.
Temos o compromisso de apoiar todos os utilizadores à medida que procuram informações confiáveis online e partilhar as nossas percepções com outras organizações de modo a reforçar a verificação de factos na Pesquisa.
Com isto em mente, e para assinalar o Dia Internacional da Verificação de Factos, no próximo dia 2 de abril, partilhamos quatro dicas simples de modo a poder ajudá-lo a fazer as perguntas certas e poder identificar melhor a desinformação online.
1. Verifique se uma imagem está a ser utilizada no contexto correto
Uma imagem vale mais que 1.000 palavras, como diz o velho ditado. Mas uma imagem também pode ser tirada fora do contexto ou editada para enganar. O utilizador pode pesquisar com uma imagem clicando com o botão direito do rato numa foto e selecionar “Pesquisar essa imagem no Google”. Também é possível fazer o mesmo no smartphone, ao tocar e seleccionar a imagem. Este passo irá procurar a imagem para verificar se esta já apareceu online anteriormente e em que contexto, para que o utilizador possa ver se o seu significado original foi alterado.
2. Procure cobertura de notícias
O que é melhor do que uma fonte? Várias!! Veja como (e se) diferentes meios de comunicação noticiaram o mesmo evento para que possa ter uma visão completa. Mude para o modo de notícias ou pesquise um tópico em news.google.com. Certifique-se de clicar em “Cobertura total” se a opção estiver disponível.
3. Consulte os verificadores de factos
Os verificadores de factos podem ter abordado aquela história aleatória que o seu parente lhe enviou na conversa de grupo - ou uma história semelhante que irá apontar a direção certa para descobrir o que realmente aconteceu. Tente pesquisar o tópico no Fact Check Explorer que reúne mais de 100.000 verificações de factos provenientes de publishers confiáveis em todo o mundo.
4. Use o Google Earth ou Street View para verificar a localização
Eventos que acontecem em lugares distantes do utilizador podem se espalhar pela falta de familiaridade com a localidade. Se o utilizador quiser saber se a foto é realmente do local que diz ser, pesquise esse mesmo local no Google Earth ou no Street View no Google Maps.
Digamos que o teu amigo enviou uma história sobre o Bigfoot a passear pela Torre Eiffel em Paris, França. Pesquisar por Torre Eiffel no Street View irá, ao menos, confirmar que a torre não tem um grande chapéu de cowboy no topo (como é o caso de Paris, Texas). Se essa parte não se confirmar, o resto da história também pode ser suspeito.
Estamos comprometidos em ajudar as pessoas a detectar informações incorretas online e apoiar o ecossistema de verificação de factos.
Mais recentemente disponibilizámos US$3 milhões para os esforços jornalísticos na verificação de factos em desinformação sobre o processo de imunização da COVID-19 e com ênfase em projetos que visem atingir públicos com menos acesso à verificação de factos ou alvo de desinformação. O Google.org ajudou a organização sem fins lucrativos Full Fact através de fundos e sete bolsistas de engenharia pro-bono em tempo integral para impulsionar o número de afirmações que poderiam detectar.
Para obter mais dicas e melhores práticas, consulte os recursos reunidos pela International Fact-Checking Network em factcheckingday.com. Caso seja jornalista, visite o Centro de formação do Google News Initiative.
Ao mesmo tempo que navegamos nas incertezas e nos desafios do ano passado, ficou provado que é mais importante do que nunca que as pessoas acedam a informações precisas e separem factos da ficção. É por isso que a Google está a contribuir com € 25 milhões para ajudar no lançamento do ‘Fundo Europeu para os Media e Informação’ para reforçar as competências na literacia digital, combater a desinformação e apoiar a verificação de factos. O nosso objetivo é garantir que você e a sua família recebam as informações que desejam, as respostas de que precisam e com a precisão que merecem.
O nosso compromisso a cinco anos irá apoiar o trabalho do European University Institute, do European Digital Media Observatory e da Fundação Calouste Gulbenkian para financiar organizações que procuram enfrentar desafios chave:
Enquanto primeiros contribuintes para o ‘Fundo Europeu para os Media e Informação’, saudamos e encorajamos outras organizações a seguirem a nossa liderança e a apoiar este importante trabalho. É claro que há uma procura não satisfeita por financiamento e investigação, com menos de um em cada dez europeus a ter participado em qualquer forma de formação em literacia digital online, de acordo com um relatório recente.
Nas próximas semanas, o Fundo estará aberto a propostas de académicos, organizações sem fins lucrativos e publishers com sede na União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça e Reino Unido. Comités independentes formados por especialistas do setor irão selecionar as ideias vencedoras (a Google não estará envolvida em qualquer processo de tomada de decisão).
O nosso compromisso de hoje surge na sequência de financiamento anteriores a verificadores de factos e organizações sem fins lucrativos, incluindo aqueles relacionados com a pandemia COVID-19 e vacinas e do nosso trabalho de luta contra a desinformação no período que antecede eventos importantes, como as eleições. Desde 2015, disponibilizámos financiamento e apoio técnico a organizações focadas na luta contra a desinformação, incluindo novos modelos inovadores como o CrossCheck em França, e proporcionámos formação na verificação digital a 90.000 jornalistas europeus, tendo o nosso website de formação recebido mais de 400.000 visitas.
E estamos também a prosseguir os nossos outros esforços para apoiar literacia digital para os mais jovens, com o Be Internet Legends e o Be Internet Citizens, a proporcionar competências digitais para ajudar crianças em idade escolar e adolescentes na verificação de factos. Através do nosso braço filantrópico, Google.org, disponibilizámos € 3,2 milhões em financiamento desde 2018 para programas como Newswise, The Student View e Weitklick, e, através do Google News Initiative, financiamento adicional para apoiar Students for President e Zeit für Lehrer.
Caso represente uma organização com alguma ideia pode obter mais informações sobre o Fundo ou obter detalhes sobre a abertura das candidaturas, registando-se neste website.
Desde o lançamento do Android Auto em 2015 aos recentes desenvolvimentos em torno do sistema operativo Android Automotive OS, a Google teve sempre o compromisso de disponibilizar aos condutores de todo o mundo formas simples, seguras e conectadas para utilizarem as suas aplicações e serviços preferidos enquanto estão em movimento. Android Auto está atualmente disponível em quase todos os principais fabricantes automóveis e em 100 milhões de carros em todo o mundo tornando-o numa das formas mais populares para tornar a condução mais simples, pessoal e útil.
Ao longo dos próximos meses, o Android Auto irá passar a estar disponível para os condutores portugueses. Com o Android Auto, os condutores portugueses podem pedir à Google para reproduzir uma determinada música, enviar mensagens, obter direcções, e muito mais, enquanto mantêm os olhos na estrada e as mãos no volante.
Quem possui telefones com o Android 10 e superior, tudo o que irá precisar é conectar o telefone Android com um dos 500 modelos de veículos compatíveis de 50 marcas diferentes. No caso de telefones com o Android 9 e anteriores, o utilizador terá que descarregar a aplicação.
Esperamos que esta melhoria na sua experiência de condução elimine um pouco o stress do seu tempo na estrada e que o ajude a tornar a sua viagem de A a Z mais agradável, útil e segura.
Publicado por Roshan Khan, Group Product Manager Android Auto
Há dezesseis anos, muitos de nós circulávamos com um mapa numa mão e o volante na outra - sem informações sobre o tráfego ao longo da rota ou detalhes sobre quando o restaurante favorito estava aberto. Desde então, temos expandido os limites do que um mapa pode permitir e impulsionado pelo mais recente em machine. Este ano, estamos no caminho de trazer mais de 100 melhorias com tecnologia de IA para o Google Maps para que o utilizador possa obter as informações mais precisas e atualizadas sobre o mundo, exactamente quando precisa. Segue-se um resumo de como estamos a usar a IA para fazer o Maps funcionar melhor para com uma série de atualizações, a chegar este ano.
Navegue em ambientes interiores com o Live View
Todos nós conhecemos aquele momento embaraçoso quando estamos a caminhar na direção oposta para onde desejamos ir - o Live View utiliza dicas de realidade aumentada para evitar exatamente que isto aconteça. O Live View é alimentado por uma tecnologia chamada localização global, que usa a IA para digitalizar dezenas de milhares de milhões de imagens do Street View para entender a sua orientação. Graças aos novos avanços que nos ajudam a entender a altitude precisa e o posicionamento de objetos dentro de um edifício, agora podemos trazer o Live View para alguns dos lugares interiores mais difíceis de navegar: aeroportos, estações de transporte público e shoppings.
Se estiver prestes a viajar de avião ou de comboio, o Live View pode ajudá-lo a encontrar o elevador e as escadas rolantes mais próximas, a sua porta de embarque, a plataforma, o local de recolha de bagagem, balcões de check-in, bilheteira, casas de banho, multibancos e muito mais. As setas e as instruções indicam o caminho certo. E se precisar de comprar algo no shopping, use o Live View para ver em que andar fica uma determinada loja e saiba como chegar até lá rapidamente. O Live View indoor está disponível para Android e iOS em vários shoppings em Chicago, Long Island, Los Angeles, Newark, São Francisco, São José e Seattle. O Live View indoor estará disponível nos próximos meses em aeroportos, shoppings e estações de transporte público selecionados em Tóquio e Zurique e em outras cidades.
Planeie com antecedência com mais informações sobre o clima e a qualidade do ar
Com a nova camada referente a clima, o utilizador pode ver rapidamente a temperatura atual e prevista e as condições climatéricas numa determinada área - para que nunca seja surpreendido com chuva sem ter o seu chapéu de chuva. E a nova camada com informações sobre a qualidade do ar mostra como o ar é saudável (ou insalubre) - informações que são especialmente úteis se o utilizador sofre de alergias ou se está numa área com fumo ou com risco de incêndio. Dados de parceiros como The Weather Company, AirNow.gov e o Central Pollution Board alimentam essas camadas que vão começar a ser implementadas no Android e iOS ao longo dos próximos meses. A camada acerca do clima vai estar disponível globalmente e a camada sobre a qualidade do ar será lançada na Austrália, Índia e EUA, com mais países muito em breve.
Encontre mais opções ecológicas para se movimentar
Com os insights provenientes do Laboratório Nacional de Energia Renovável, estamos a construir um novo modelo de rota optimizado para reduzir o consumo de combustível com base em fatores como inclinação da estrada e congestionamento do trânsito. Tudo isto faz parte do compromisso que assumimos no passado mês de setembro para ajudar milhares de milhões de pessoas que usam os nossos produtos de forma a reduzirem a sua pegada ambiental. Em breve, o Google Maps irá usar como padrão a rota com a menor pegada de carbono quando tiver aproximadamente o mesmo ETA (Tempo Estimado de Chegada) que a rota mais rápida. Nos casos em que a rota ecológica pode aumentar significativamente o seu ETA, vamos permitir que o próprio utilizador compare o impacto relativo de CO2 entre as rotas para que então possa escolher a sua rota. Quer sempre o trajeto mais rápido? Sem problema - basta ajustar as suas preferências em Definições. As rotas ecológicas serão lançadas nos EUA para Android e iOS ainda este ano, com uma expansão global a caminho.
De Amesterdão a Jacarta, cidades do mundo inteiro estabeleceram zonas de baixa emissão - áreas que restringem a circulação de veículos poluentes como certos carros a diesel ou carros com autocolante de emissões específicas - de modo a ajudar a manter o ar limpo. Para apoiar estes esforços, estamos a trabalhar em novos alertas para ajudar os condutores a entender melhor quando estão a passar por uma destas zonas. O utilizador pode saber rapidamente se o seu veículo é permitido na área, escolher um meio de transporte alternativo ou fazer outro trajeto. Os alertas de zona de baixa emissão serão lançados em junho na Alemanha, Holanda, França, Espanha e no Reino Unido para Android e iOS, e brevemente, em mais cidades.
Mas sabemos que a movimentação de forma sustentável vai para além da condução. Como resultado, estamos a introduzir uma nova interface de direções que torna mais fácil escolher opções mais sustentáveis quando estiver em movimento. Em breve, estará disponível uma visão abrangente de todos os trajetos e meios de transporte disponíveis para o seu destino - o utilizador pode comparar quanto tempo vai levar a chegar de carro, de transporte público ou de bicicleta sem alternar entre os modos de navegação. Utilizando modelos avançados de machine learning, o Maps vai prioritizar automaticamente os seus modos preferidos - e, inclusivamente, vai mesmo aproveitar os modos de navegação mais populares na sua cidade. Por exemplo, se o utilizador anda muito de bicicleta, vamos mostrar automaticamente mais percursos de bicicleta. E se o utilizador mora numa cidade como Nova York, Londres, Tóquio ou Buenos Aires, onde o metro é popular, vamos classificar este modo numa posição mais alta para que o utilizador obtenha as informações de que precisa com mais rapidez. Isto será implementado globalmente nos próximos meses para Android e iOS.
Economize tempo com a recolha de compras no Maps
As entregas e a recolha cresceram em popularidade durante a pandemia - são convenientes e minimizam o contato. Para facilitar este processo, estamos a trazer informações úteis sobre compras para os perfis de negócios das lojas no Maps e na Pesquisa, como fornecedores de entregas, locais de recolha e de entrega, taxas e pedidos mínimos de encomendas. Estamos a implementar esta funcionalidade na Pesquisa mobile a começar com as lojas Instacart e Albertsons Cos. Nos EUA, com planos de expansão para o Maps e outros parceiros.
Neste verão, também vamos estabelecer uma parceria com o supermercado norte-americano Fred Meyer, uma divisão da The Kroger Co., Trata-se de um projecto piloto em lojas selecionadas em Portland, Oregon, para facilitar a recolha de alimentos. Depois de encomendar na aplicação da loja, o utilizador pode adicioná-lo ao Maps. Enviaremos uma notificação quando for a hora de sair e vamos permitir que o utilizador partilhe a sua hora de chegada com a loja. O seu ETA é atualizado continuamente, com base na localização e no tráfego. Esta informação ajuda a loja a priorizar o seu pedido para que esteja pronto assim que o utilizador chegar. Registe-se na aplicação do Google Maps e o seu pedido ser-lhe-á entregue sem qualquer contacto.
Todas estas atualizações são possíveis graças aos avanços da IA que transformaram o Google Maps num mapa que pode refletir milhões de mudanças feitas em todo o mundo, todos os dias - nas grandes cidades e também nas cidades mais pequenas. Quer esteja o utilizador em movimento, a explorar uma área ou a desempenhar tarefas, deixe o Google Maps ajudá-lo a encontrar o caminho.
Juntamente com a crise de saúde pública, o impacto económico da pandemia está a ser sentido fortemente em todo o mundo. À medida que empreendedores, líderes empresariais e governos trabalham para proteger empregos e acelerar o retorno à prosperidade no longo prazo, fica claro que as ferramentas e competências digitais serão mais importantes do que nunca. É por isso que a Google está a investir em novas ferramentas e formação para garantir que todas as empresas possam desenvolver resiliência e recuperar rapidamente. Estas novas ferramentas estão a ajudar empresas como a Lusa Language School, em Lisboa, que usou ferramentas digitais não só para manter as suas operações, mas até a aumentar a sua receita global, e a La Maison Des Soeurs Macarons, em França, que conquistou 200 novos clientes depois da sua equipa ter cursos de formação online em competências digitais.
Um novo relatório divulgado hoje pelo Connected Commerce Council, financiado pela Google, mostra como uma “rede de segurança digital” pode servir como sistema de apoio para pequenas empresas. O inquérito a mais de 5.000 pequenas empresas em toda a Europa (500 em Portugal), descobriu que as empresas que usaram ferramentas digitais para mudar rapidamente a forma como encontravam clientes, vendiam produtos e trabalhavam, reportaram vendas 80% melhores durante o COVID-19 do que aquelas que não o fizeram e contrataram três vezes mais pessoas. E sem essas ferramentas, muitas das empresas teriam falido.
O digital impulsiona empregos e vendas para as pequenas empresas
Quase todas (80%) as pequenas empresas europeias aumentaram o uso de ferramentas digitais durante a pandemia, em Portugal, esse número sobe para 90%. O relatório identificou três diferentes tipos de pequenas empresas com base no uso de ferramentas digitais quando a pandemia começou e como isso afetou os seus negócios:
Existe claramente um potencial inexplorado para as empresas europeias beneficiarem de ferramentas digitais
A partir do contato com as pequenas empresas, os investigadores identificaram uma série de ferramentas digitais -- e-commerce, análise de dados e gestão de talento e ferramentas de colaboração -- que criaram vantagens significativas em termos de receitas para as pequenas empresas se estas estivessem a ser usadas antes da pandemia. Em última análise, isto mostrou que o digital não só está a impulsionar receitas e o emprego nessas empresas, mas também evidencia que a Europa está a perder um crescimento significativo inexplorado junto de empresas que ainda não estão convencidas da utilidade das ferramentas digitais.
A pandemia teve um impacto dramático e desigual nas pequenas empresas em toda a Europa
O impacto sobre as pequenas empresas foi, e continua a ser, extremo, com 90% das pequenas empresas europeias a referir que foram impactadas negativamente e 44% afirmou que tiveram que ajustar os seus modelos de negócios. E certas indústrias e grupos enfrentaram desafios maiores do que outros, especialmente mulheres, pessoas mais velhas e donos de empresas que trabalham sozinhos.
O que vem a seguir
Este estudo deixa claro que existe uma oportunidade para criar empregos e receitas para as pequenas empresas europeias. No entanto, a pesquisa mostra que governos e empresas precisam reduzir o fosso entre o digitalmente avançado e o incerto, especialmente para grupos sub-representados. À medida que novos hábitos digitais, como compras online e o trabalho remoto estão para ficar mesmo após a pandemia, o estudo também destaca o risco de algumas pequenas empresas ficarem ainda mais atrás dos seus concorrentes se não aumentarem a utilização de ferramentas digitais. As barreiras que essas empresas enfrentam incluem a incerteza quanto ao retorno do investimento e também a falta de competências e de conhecimento sobre ferramentas digitais.
É por isto que as novas competências são uma parte tão importante dos esforços de recuperação económica em toda a Europa. É também por isso que estamos comprometidos em investir em estudos como este para informar e desenvolver as ferramentas e a formação que já oferecemos. A Google está a juntar-se a legisladores, agências públicas, parceiros de formação e outros para desenvolver produtos e parcerias para ajudar a superar estas barreiras, como o nosso programa ZukunftHandel, em parceria com a HDE, a Associação Alemã de retalhistas, para ajudar as empresas de retalho alemãs ou a Ma Vitrine En Ligne, em parceria com a Federação Francesa de Associações Comerciais, para ligar artesãos e comerciantes com especialistas digitais para cursos com apoio remoto e fornecer recomendações de produtos personalizados para proprietários de pequenas empresas no nosso hub da Google para Pequenas Empresas.
Ao remover estas barreiras, podemos alcançar uma recuperação acelerada e sustentável que funcione para todos.
Leia o relatório completo e a metodologia do Connected Commerce Council: https://digitallydriven.connectedcouncil.org/europe.
Principais estatísticas em resumo:
Comecei a trabalhar na Google há 12 anos e, durante esse período, acompanhei o lançamento de programas como o Grow with Google ou o Digital News Initiative, ao mesmo tempo que ajudei a fomentar as competências digitais e o uso da tecnologia nas empresas portuguesas e a trazer projetos como o Startup Growth Academy ao nosso país. Falamos muito de transformação digital há algum tempo, mas o último ano fez com que muitas empresas tivessem de acelerar ainda mais esse processo, e em muitos casos isso foi crítico para conseguirem que os seus negócios continuassem a funcionar.
Em Portugal, essa transição está a acontecer ao nível pessoal e profissional, em diversos setores, e eu acredito que a Google e as suas ferramentas têm desempenhado um papel importante para ajudar o país numa transformação digital que se quer inclusiva, sem deixar ninguém para trás. O nosso objetivo é apoiar as pessoas e os negócios de diferentes indústrias, e sentimos uma obrigação muito especial com aqueles que estão apenas a começar -- assim como nós o fizemos há mais de 20 anos.
Hoje, o Google for Startups está a anunciar o Startup School, um programa de 5 semanas que se destina a fundadores e respetivas equipas de startups em fases iniciais de desenvolvimento, e visa ajudá-las com ferramentas, produtos e as competências de que necessitam para responder aos desafios do dia a dia.
As startups de tecnologia são essencialmente micro-multinacionais que precisam de escalar rapidamente usando tecnologia para resolver problemas, e o Google for Startups procura oferecer as ferramentas e os recursos necessários para resolver os grandes desafios que encontram na sua viagem. O Startup School é um programa global que foi adaptado para a realidade portuguesa, e dará às startups a oportunidade de aproveitar ao máximo as ferramentas e as competências que podem ajudar seu crescimento através de sessões de formação sobre marketing digital e estratégias de negócios lideradas por Googlers, empreendedores e líderes de indústria de todo o mundo.
Este programa é online e está aberto a qualquer startup do ecossistema português -- os interessados só precisam de se registar no website Startup School Portugal. Acredito que o investimento em competências digitais é fundamental não só para continuar a colocar Portugal na vanguarda entre os países mais digitalizados, como também para acelerar a recuperação económica sustentável e inclusiva.
Nos últimos anos lançamos em Portugal programas como o Atelier Digital, o Android Training Program, ou o Indico Accelerator Powered by Google for Startups, entre outros. Seja no acesso a competências digitais, à cultura, na procura de um novo emprego ou de novos mercados, gostamos de pensar que estes e outros programas dão um contributo importante para a transição digital do país. O anúncio de hoje é então mais um esforço da Google para apoiar o empreendedorismo dos portugueses no acesso às ferramentas e formação tecnológicas necessárias, no caminho de um Portugal mais digital.
Na Google, procuramos ativamente maneiras de garantir uma experiência de utilizador segura ao tomarmos decisões sobre os anúncios que as pessoas veem e o conteúdo que pode ser monetizado nas nossas plataformas. Desenvolver políticas nestas áreas e aplicá-las de forma consistente é uma das principais formas de manter as pessoas seguras e preservar a confiança no ecossistema de anúncios.
2021 marca uma década do lançamento do nosso Relatório anual “Ads Safety Report” que mostra o trabalho que realizamos para evitar o uso malicioso das nossas plataformas de anúncios. Mostrar as formas como evitamos violações de políticas no ecossistema de anúncios sempre foi uma prioridade - e este ano estamos a partilhar mais dados do que nunca.
O nosso Ads Safety Report é apenas uma maneira de proporcionar transparência às pessoas sobre como a publicidade funciona nas nossas plataformas. Na primavera passada, também lançámos o nosso programa de verificação de identidade do anunciante. Actualmente, estamos a verificar anunciantes em mais de 20 países e começámos a partilhar o nome e a localização do anunciante através da nossa funcionalidade Porquê este anúncio, para que as pessoas saibam quem está por trás de um anúncio específico e possam, assim, tomar decisões com base em mais informação.
Aplicação em escala
Em 2020, as nossas políticas e respetiva aplicação foram postas à prova à medida que navegávamos coletivamente numa pandemia global, decorriam várias eleições no mundo e continuava a luta contínua contra maus atores que procuravam novas maneiras de tirar partido das pessoas online. Milhares de Googlers trabalharam exaustivamente para oferecer uma experiência segura aos utilizadores, criadores, publishers e anunciantes. Adicionámos ou atualizámos mais de 40 políticas para anunciantes e publishers. Também bloqueámos ou removemos aproximadamente 3,1 mil milhões de anúncios por violarem as nossas políticas e restringimos mais de 6,4 mil milhões de anúncios.
A aplicação não pode ter uma abordagem única e por isso este é o primeiro ano em que partilhamos informações sobre as restrições de anúncios, uma parte essencial da nossa estratégia geral. A restrição de anúncios permite-nos adaptar a nossa abordagem com base na geografia, nas leis locais e nos nossos programas de certificação, para que os anúncios aprovados sejam exibidos apenas quando apropriado, regulamentado e legal. Por exemplo, exigimos que as farmácias on-line concluam um programa de certificação e, uma vez certificadas, exibimos os seus anúncios apenas em países específicos onde a venda on-line de medicamentos controlados é permitida. Ao longo dos últimos anos, observámos um aumento nas regulamentações de anúncios específicas de cada país, e a restrição de anúncios permite-nos ajudar os anunciantes a seguir estes requisitos, regionalmente, com um impacto mínimo nas suas campanhas mais amplas.
Vamos também continuar a investir na nossa tecnologia de detecção automatizada para fazer uma análise mais eficaz na Internet para verificar a conformidade dos publishers com as políticas em escala. Devido a este investimento e juntamente com várias novas políticas, aumentámos muito a nossa execução e removemos anúncios de 1,3 mil milhões de páginas de publishers em 2020, um salto face aos 21 milhões em 2019. Também impedimos anúncios em mais de 1,6 milhões de sites de publishers com violações generalizadas ou flagrantes.
Permanecer ágil quando confrontado com novas ameaças
Como o número de casos COVID-19 aumentou em todo o mundo, no passado mês de janeiro, aplicámos a nossa política de eventos sensíveis para evitar comportamentos, tais como, o aumento de preços em produtos de muita procura, como o desinfetante para as mãos, máscaras e produtos de papel, ou anúncios que promovam curas falsas. À medida que íamos aprendendo mais sobre o vírus e as organizações de saúde emitiram novas orientações, evoluímos a nossa estratégia de aplicação para começar a permitir que os prestadores de serviços médicos, organizações de saúde, governos locais e empresas confiáveis apresentassem atualizações críticas e conteúdo oficial, evitando o abuso oportunista. Além disso, à medida que as reivindicações e as conspirações sobre a origem e disseminação do coronavírus circulavam on-line, lançámos uma nova política para proibir anúncios e conteúdo monetizado sobre a COVID-19 ou outras emergências de saúde global que contradissesse o consenso científico.
No total, bloqueámos mais de 99 milhões de anúncios relacionados com o Covid durante o ano, incluindo os anúncios de curas milagrosas, de máscaras N95 devido à escassez de oferta, e, mais recentemente, às doses falsas de vacinas. Continuamos a ser ágeis, rastrear o comportamento de atores mal-intencionados e aprendemos com isso. Ao fazermos isto, podemos preparar-nos melhor para futuros esquemas e alegações que possam surgir.
Lutar contra as novas formas de fraude e golpes
Frequentemente, quando vivemos um grande evento, como uma pandemia, os apelidados maus actores procuram maneiras de tirar partido das pessoas online. Vimos um aumento na publicidade oportunista e no comportamento fraudulento de atores que procuraram enganar os utilizadores no ano passado. Cada vez mais, temos visto usarem técnicas de cloaking para se esconderem da nossa detecção, promoverem negócios virtuais inexistentes ou correrem anúncios para fraudes por telefone para se esconderem da detecção ou atrair consumidores mais desatentos para fora das nossas plataformas com o objetivo de os enganar.
Em 2020, enfrentámos este comportamento de várias formas:
O número de contas de publicidade que desativámos por violações de política aumentou 70%, de 1 milhão para mais de 1,7 milhões. Também bloqueámos ou removemos mais de 867 milhões de anúncios por tentativa de evasão dos nossos sistemas de detecção, incluindo técnicas de cloaking, e mais de 101 milhões de anúncios por violarem as nossas políticas de representação fraudulenta. O que equivale a um total de mais de 968 milhões de anúncios.
Protegendo as eleições em todo o mundo
Quando se trata de eleições em todo o mundo, os anúncios ajudam os eleitores a aceder a informações oficiais sobre os candidatos e os processos de votação. Nos últimos anos, introduzimos políticas e restrições rígidas sobre quem pode veicular publicidade relacionada com eleições na nossa plataforma e as formas como podem direcionar os anúncios; lançámos um relatório de transparência de publicidade política nos EUA, Reino Unido, União Europeia, Índia, Israel, Taiwan, Austrália e Nova Zelândia; e trabalhámos diligentemente com as nossas equipas de aplicação de políticas em todo o mundo para proteger as nossas plataformas contra abusos. Globalmente, continuamos a expandir o nosso programa de verificação e verificámos mais de 5.400 anunciantes eleitorais adicionais em 2020. Nos Estados Unidos, assim que se percebeu que o resultado da eleição presidencial não seria determinado imediatamente, determinámos que a eleição nos Estados Unidos passaria a estar abrangida pela nossa política sobre eventos sensíveis e impusemos uma pausa nos anúncios políticos nos EUA, que se iniciou após o encerramento das urnas e até ao início de dezembro. Durante este tempo, cancelámos temporariamente mais de cinco milhões de anúncios e bloqueámos anúncios em mais de três mil milhões de pesquisas que faziam referência às eleições, aos candidatos ou ao seu resultado. Tomámos esta decisão para limitar o poder dos anúncios de forma a amplificar a confusão no período pós-eleitoral.
Desmonetizar o ódio e a violência
No ano passado, os publishers de notícias desempenharam um papel fundamental para manter as pessoas informadas, preparadas e seguras. Temos orgulho de que a publicidade digital, incluindo as ferramentas que oferecemos para conectar anunciantes e publishers, apoiem estes conteúdos. Temos políticas em vigor para proteger quer as marcas quer os utilizadores.
Em 2017, desenvolvemos meios mais granulares para revisão de websites ao nível da página, incluindo comentários dos utilizadores, para permitir que os publishers continuem a ter a funcionar os seus websites de forma mais ampla, ao mesmo tempo que protegem os anunciantes de uma colocação negativa e interrompendo violações persistentes. Nos anos que passaram desde a introdução da ação ao nível da página, continuámos a investir na nossa tecnologia automatizada, e isto foi crucial num ano em que vimos um aumento no discurso de ódio e apelos à violência online. Este investimento ajudou-nos a evitar a monetização de conteúdo prejudicial na web. Agimos em quase 168 milhões de páginas de acordo com a nossa política sobre conteúdo perigoso ou depreciativo.
Continuar o trabalho em 2021
Sabemos que, quando tomamos decisões sob a lente da segurança do utilizador tal irá beneficiar o ecossistema de uma forma mais ampla. Preservar a confiança de anunciantes e publishers ajuda os seus negócios a terem sucesso a longo prazo. No próximo ano, vamos continuar a investir em políticas, na nossa equipa de especialistas e na tecnologia de aplicação de políticas para estarmos um passo à frente das potenciais ameaças. Também vamos permanecer firmes no nosso caminho de escalar os nossos programas de verificação em todo o mundo, a fim de aumentar a transparência e tornar mais informações sobre a experiência do anúncio disponíveis universalmente.
Publicado por Scott Spencer, Vice President, Ads Privacy & Safety